quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ganhar sem ir a Finais

Muita malta do Benfica pensa que mudando de treinador para o ano o Benfica vai passar a ganhar sem jogar as Finais.

Dificil de perceber? Eu tento explicar...

Na próxima época imaginemos que o Benfica chega a uma Final qualquer, que se analisarem os últimos largos anos é coisa rara, mas que o Benfica de Jesus conseguiu esta época chegar a 3. 
Chegando a essa Final, o Benfica vai ter de a jogar e vai ter de a ganhar.
Não pensem que não estando Jesus no banco de suplentes que entregarão logo a Taça ao Benfica...

O Bayern de Munique a época passada PERDEU TUDO.
O Bayern de Munique esta época GANHOU TUDO.
O Bayern de Munique entre GANHAR TUDO e PERDER TUDO não mudou de treinador.

Ninguém ficou mais fodido que eu no jogo do dragão.
Mas vejamos o Super Jesus do 1º ano de Benfica versus o Mal Amado Jesus desta época.
Ambos os "Jesuses" precisavam apenas do empate no jogo do dragão para ser Campeão!
O Super Jesus com  mais um jogador, Fucile tinha sido expulso, perdeu 3-1contra um porto que estava a mais de 10 pontos do Benfica.
O Mal Amado Jesus tem o jogo controladissimo e perde 2-1 no último remate do jogo.
Quem teve melhor?
O Super Jesus ou o Mal Amado Jesus?
Pois para mim apesar de não termos sido campeões esta época o trabalho de Jesus esta época foi muito melhor.

Digo e repito, esta foi a melhor época de Jesus no Benfica, tivemos em todas, não ganhamos é certo, mas analisar uma época, é muito mais que chegar ao fim e ver o que se ganhou.
Tem de se perceber porque não se ganhou, e estou mais que certo que a culpa não pode ser apenas de Jorge Jesus.
Esse tipo de análise é para o comum adepto, para quem dirige e tem responsabilidade é muito mais que isso.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A opção certa

Se eu fosse Presidente do Benfica nesta altura a primeira coisa que faria era falar com Luisão, Cardozo, Maxi Pereira, Aimar, Paulo Lopes, Shéu e Pietra e tentava perceber que condições teria Jesus para continuar.

Sim, porque os capitães de equipa juntamente com Paulo Lopes, que conhecendo eu o Paulo Lopes sei do Benfiquismo e da maturidade que ele tem no balneário, e as duas figuras que ligam o plantel à gloriosa história do clube são quem melhor sente se Jorge Jesus tem ou não condições para continuar.

Enquanto adepto e conhecendo os adeptos do Benfica embora me custe muito dizer isto, Jesus NÃO tem condições para continuar.
Porquê?

Porque para a época que vem, imaginando o melhor dos cenários que seria estar em 1º só com vitórias no fim de Março, não haveria Benfiquista algum confiante no sucesso final. Ou seja, o tipico discurso seria o de "vamos perder tudo no fim novamente, o Jesus é uma merda que perde tudo no fim".

E isto no melhor dos cenários.... penso que todos sabemos o que aconteceria se Jesus perdesse 2 jogos até Dezembro.

Cabe ao Presidente e à SAD analisar este processo convenientemente, com seriedade e PEÇO que esta decisão seja tomada em consciência e não com base no medo de que Jesus possa ir para o porto.
Isso é uma tolice de todo o tamanho.

Enquanto adepto, se me perguntarem uma opinião sobre o próximo treinador do Benfica, só tenho um nome: PAULO FONSECA, com muita pena do que aconteceu na Final da Taça, porque continuo a pensar que melhor que Jesus há muito pouco.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Simples

Podem não gostar dele mas são as declarações mais certas que alguém, inteligente e que conhece como as coisas funcionam em Portugal, fez, José Veiga.

"O Benfica precisa de uma estrutura que conheça os meandros do futebol".

"O problema não é do treinador, mesmo não tendo ganho nada. O problema do Benfica continua a estar na estrutura. Enquanto não tiver uma estrutura forte, o Benfica não vai conseguir de maneira nenhuma ganhar títulos. Nos próximos anos vai acontecer o que tem acontecido: culpar os árbitros".

"Os adeptos não têm que se saber o que se passa dentro do Benfica, nem saber como se gere um clube ou um departamento de futebol.".

"Enquanto o Benfica não tiver uma estrutura forte, organizada e coesa, com conhecimento profundo dos meandros futebol, não vai ganhar".

"Os mandatos são para cumprir. Ao cabo de 12 anos no Benfica, já deveria ter tirado essas ilações e tomado as melhores medidas".

"O problema é de base, não é de treinadores nem de jogadores. Tivemos o melhor plantel, Jesus pôs a equipa a dar espetáculo mas falta uma estrutura por trás que suporte o seu trabalho".

"O presidente achou melhor ir para o Brasil passear do que estar concentrado no jogo com o Estoril... Quando se está a lutar por um título tem de se estar concentrado, desde o presidente aos jogadores. Este presidente achou que era melhor ir para o Brasil do que assistir ao jogo. Agora, na última semana, foi para a feira das vaidades, em Londres, em vez de preparar a final da Taça".

O que me deixa realmente preocupado

Não é se Jesus fica ou sai do Benfica...

Não é se o Benfica vende ou não vende jogadores...

O que me deixa mesmo, mas mesmo MUITO PREOCUPADO, é...

Ver que o Benfica MAIS FORTE que eu me lembro não consegue ser Campeão Nacional contra um porto que tem um plantel de 13 / 14 jogadores.

Ver que o Benfica MAIS FORTE que eu me lembro não conseguiu ser Campeão Nacional porque não conseguiu ganhar ao Estoril em casa e não conseguiu não perder em casa de uma equipa que tinha no banco para virar um resultado e ser campeão jogadores como Castro, Kelvin e Liedson.

Ver que o Benfica MAIS FORTE que eu me lembro não conseguiu ganhar uma Taça de Portugal ao 9º classificado do nosso Campeonato, uma equipa que acabou atrás do Sporting.

Se com este Benfica não ganhamos o campeonato a um porto do vitor pereira que teve à sua disposição 14 jogadores ao longo de toda a época, QUANDO E COMO É QUE SEREMOS CAMPEÕES????

Para o ano o porto já perdeu 2 dos seus melhores jogadores, veremos ainda se não perde também o Jackson, veremos também se não muda de treinador, pode ser um ano decisivo para o Benfica começar a acabar com o ciclo do porto.

É imperial manter a calma, e tomar as melhores decisões, com base na razão e não no coração.

A fragilidade da Direcção espelhada na continuidade de Jesus

Quanto a mim a tão falada continuidade de Jesus mostra o quão frágil é ainda o Benfica.

Um Benfica forte, com uma estrutura forte NUNCA pode depender de um treinador.

O treinador do Benfica tem de ser capaz, como é óbvio, mas NUNCA pode ser a chave para o sucesso / insucesso de clube.

Tenho de pegar mais uma vez num exemplo, do porto, sem dúvida alguma a estrutura mais forte do Futebol Mundial, na época em que perdeu Vilas Boas a 15 dias de começar a época.
Resultado?
Foi campeão nas duas épocas seguintes.
Porquê?
Porque tem uma estrutura forte.
Porque controla a arbitragem.
Porque controla ... até algumas equipas.

O que se passa no Benfica?
Dá a ideia que se Jorge Jesus sair o Benfica acaba. E isto NUNCA pode acontecer.

Aliás, penso que um dos erros do actual Benfica é Jesus não ter ninguém com mão nele.
Jorge Jesus é de longe o treinador mais competente que vi no Benfica, agora a sensação que me dá é que Jesus põe e dispõe e não tem de prestar contas a ninguém.
E isto NÃO pode acontecer.

O caso do defesa-esquerdo é sintomático.
No alto da sua cagança veio dizer que ia fazer de Melgarejo o defesa esquerdo do Benfica.
O que aconteceu?
Na altura decisiva da época meteu o seu Melgarejo no banco e apostou em André Almeida.
ALGUÉM tem de perguntar a Jesus o que é feito afinal de Melgarejo, o seu defesa esquerdo.
E não, pelo que me apercebo ninguém pergunta o que quer que seja a Jesus...com medo de o ofender e que ele se vá embora.
O Benfica foi, é e será SEMPRE o Benfica.

Com isto não quero dizer que seja a favor da saida de Jorge Jesus.
Por mim, o problema não está em Jorge Jesus, está na fraco acompanhamento por parte da Direcção.

Temos de ter uma Direcção mais forte, presente, que faça de cada jogo uma final, que faça de cada final uma final para ganhar...

Temos de ter uma Direcção que ganhasse o jogo ao Estoril em casa até com os Juniores... e não uma direcção em que nessa semana tenha tido o seu Presidente no Brasil a tratar de negócios pessoais.

Enquanto assim não for continuaremos a ganhar de 10 em 10 anos...

E agora?

Sinceramente... não sei.

Penso que o grupo de trabalho, mais que ninguém, pode dizer se quer ou não a continuação de Jota Jota. Nota-se muita saturação por parte do plantel para com o treinador mas isso não é de agora.

Relativamente à época, acabamos com 0 títulos mas, por favor, não me venham com a história de "estamos no pote 1 da Champions". Então o Benfica que nos últimos 20 anos ganhou 2 campeonatos ainda fala em Champions... Por favor, temos é que ganhar ganhar ganhar Campeonatos e inúmeros títulos em Portugal. Isso é que é mais importante para já.

Já foi referido aqui no blog o que temos que fazer e mudar para ter a consistencia necessária e ganhar mais vezes, muitas vezes. No Benfica a vontade de vencer é nula por parte da estrutura e assim não há milagres para ninguém...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Leonor Pinhão

"91 minutos à Benfica"
Tenho dado por mim a pensar com alguma frequência numa certa coisa. Precisamente nisto: no futuro, mais ou menos próximo e traga ele o que trouxer, como recordarão benfiquistas esta época de 2012/2013? 
Calma. Escusam de me vir lembrar, pressurosamente, que ainda falta a final da Taça de Portugal. Eu sei. É já no próximo domingo à tarde no Jamor, como manda a tradição. 
O Benfica vai jogar a sua última final da época com o Vitória de Guimarães de Rui Vitória. Só dizer isto, “o Vitória de Guimarães de Rui Vitória” é, podem crer, expressão franca de elogio ao trabalho de um treinador que fez renascer a alma vimaranense para as emoções maiores do futebol.
Para cúmulo chama-se, ele próprio, Vitória de apelido. 
Nos momentos de maior pessimismo que, inevitavelmente, se seguiram e se continuam a seguir aos injustos desaires no campeonato nacional e na Liga Europa tem havido ocasiões em que até o apelido do treinador do Vitória de Guimarães me causa, confesso, calafrios. 
E nem é preciso dar grandes largas à imaginação. Basta só deitar-me a imaginar o dia seguinte, em caso de vitória do Vitória de Rui Vitória, e as grandes parangonas nas primeiras páginas dos jornais com VITÓRIA & VITÓRIA em letras garrafais sobre um fundo de festivos papelotes brancos e pretos, as cores de Guimarães no que ao futebol diz respeito. 
Esqueçamo-nos por momentos da final da Taça de Portugal. Até porque já sabemos o que nos espera. Se o Benfica a ganhar, como espero que aconteça, com todo o respeito pelo Vitória de Guimarães, os nossos rivais vão imediatamente desvalorizar o troféu porque é do seu interesse acentuar e pôr toda a tónica na desdita que nos caiu em cima nos jogos com o Estoril, com o FC Porto e com o Chelsea (por esta ordem). 
Se o Benfica ganhar a Taça de Portugal, coitada da Taça de Portugal, lá se vão os pergaminhos da vetusta competição que, na retórica, passa a ter menos importância do que a Taça da Liga num abrir e fechar de olhos. A acontecer, não se enervem benfiquistas. Seria precisamente o que faríamos, sem dó nem piedade, aos nossos rivais passassem eles por semelhantes tormentos. 
Se o Vitória de Guimarães sair vencedor do Jamor, também já sabem o que nos espera, não é verdade? A Taça de Portugal é promovida a Liga dos Campeões. E nós bem tramados com o que vamos ter de ouvir. 
 
São estas razões mais do que suficientes para deixar de lado, e já não era sem tempo, a questão da Taça de Portugal – que seja uma festa, um grande jogo e que vença quem for melhor! – e voltarmos ao assunto do início. 
No futuro, venha o que vier, como recordarão benfiquistas esta época de 2012/2013?
O 92 virá inapelavelmente à colação. O Benfica perdeu o campeonato nacional ao minuto 92 no Porto e perdeu um título europeu que persegue há mais de meio século ao minuto 92 na Arena de Amesterdão. Por não trazer qualquer espécie de novidade nem acrescento de monta a esta conversa, nem é preciso grande demora a elogiar todo o saber estar dos nossos adeptos nestas horas más. Foram maravilhosos. Já se sabia.
Aliás quanto mais o Benfica é do Benfica e quanto mais está entregue ao Benfica, melhor é o Benfica. Isto também já se sabia mas convém sempre recordar. 
E de árbitros? O que dirão, no futuro, os benfiquistas dos árbitros de 2012/2013? Julgo que, por exemplo e para variar, Pedro Proença vai passar incólume. Deve agradece-lo e muito a James Rodriguez que, já perto do fim do clássico no Porto, falhou escandalosamente no frente-a-frente com Artur depois de uma arrancada em posição, convenhamos, de flagrante irregularidade. 
Poderão, porventura, referir-se, no futuro, a este título do FC Porto como o do “ano das cinco mãos” ou, de forma mais personalizada, como “o campeonato do Hugo Miguel”. Mas para quê? No futuro, benfiquistas, não percam tempo com essas coisas que só nos ficam mal porque esse continuado lamento até nos passa um atestado de incompetência (crónica). 
Hugo Miguel é um árbitro como outro qualquer. Tem dias bons e tem dias maus. De acordo com um antigo balanço feito pelo “Público” ao processo de corrupção que abalou o nosso futebol, Hugo Miguel foi um dos árbitros sobre os quais caíram vagos indícios dourados mas “a situação acabou por ser arquivada porque a má qualidade de som da escuta” impediu que a matéria em causa pudesse “ser analisada pela equipa de peritos”. 
Irrelevâncias. E dal forma irrelevantes que não impediram o árbitro em causa de vir a ser promovido à primeira categoria. Há coisa de um ano, Vítor Pereira, o presidente dos árbitros, não o treinador do FC Porto, afirmou numa entrevista que “esta geração de árbitros já não é a dos quinhentinhos”. Tem toda a razão. Não é mesmo. 
No entanto, ainda é de forma substancial a geração do apito dourado. Tenho para mim, por ser supersticiosa, que enquanto esta geração de árbitros contemporânea do apito dourado se mantiver de pé até ao último homem, o Benfica só ganha um campeonato de cinco em cinco anos. Oxalá me engane.
 
Tenho, no entanto, por certo que os benfiquistas recordarão, no futuro próximo e no distante, que a época de 2012/2013 coincidiu com a passagem pelo Benfica de um jogador sérvio absolutamente notável chamado Matic. Tivesse o Benfica sobrevivido ao minuto 92 no Porto, posso garantir que estaria agora a escrever que este tinha sido o “campeonato do Matic”. 
Como não sobreviveu, vejo-me forçada a escrever, com muita pena, que este foi decididamente “o campeonato do Kelvin”, pela importância astronómica dos golos do jovem brasileiro nos jogos contra o Sporting de Braga e contra o Benfica. Antes isto do que passar os próximos meses a chorar “o campeonato do Hugo Miguel”. 
Os benfiquistas mais inclinados para as questões prementes da equipa de futebol – e julgo que serão todos – recordarão esta época como aquela em que o Benfica não colmatou minimamente as inevitáveis vendas de Javi Garcia e de Axel Witsel e entregou durante o ano inteiro o trabalho no “miolo” a dois homens – ao tal Matic e ao “adaptado” Enzo Pérez. 
Ambos deram tudo o que tinham e também o que não tinham. Obrigada. Mas sempre que foi preciso ir buscar ao banco gente para os substituir, a coisa correu mal porque nem Carlos Martins nem Pablo Aimar alguma vez se mostraram em condições de estar ao nível da primeira linha. 
Muitos recordarão assim esta época em que o Benfica jogou com autoridade e brilho durante meses a fio mas em que viria a claudicar nos momentos decisivos porque a sua segunda linha, quando foi chamada, ficou muito longe da primeira linha por razões que saltaram à vista. E nem percam tempo a apontar o dedo a Roderick no golo de Kelvin nem a Jardel no golo de Inanovic. Não é com estas coisas que se deve perder tempo.
Quanto ao passado, estamos conversados. 
Quanto ao futuro, ninguém o conhece, excepção feita ao bruxo de Fafe. Mas dá-me ideia de que o bruxo de Fafe está comprado porque apita sempre para o mesmo lado.
Sei, no entanto, como gostaria de recordar, daqui a alguns anos, esta época do Benfica.  
Assim:
Como a última época antes da grande viragem, a época em que se estreou André Almeida como titular, a época em que se aprendeu que são dispensáveis conferências de imprensa a dizer mal dos árbitros quando o Benfica até seguia na liderança com 4 pontos de avanço a poucas jornadas do fim e depois da Capelada do derby, a época em que os nossos adoráveis adeptos confortaram os nossos jogadores nas horas de infortúnio, a época em que, depois de tanta lágrima, o presidente renovou o contrato com o treinador porque sabia que estava no caminho certo. E o tempo deu-lhe razão.
E já faltou mais tempo. Este ano estivemos perto. Depois de uma longa caminhada já chegámos ao patamar dos 91 minutos à Benfica. Penso que com mais 2 ou 3 minutinhos dá-se a volta à coisa e não tarda." in A Bola