Artur
Maxi Pereira
Luisão
Jardel
Capdevila
Javi Garcia
Witsel
Bruno César
Gaitán
Rodrigo
Cardozo
Carrega Benfica!!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Resposta de João Gobern
Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai…
1. Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. Já me aconteceu ter que o fazer em campos tidos como adversos – as antigas Antas, o antigo Alvalade. Não festejo contra ninguém, nem me pinto de raiva ou de provocação. Gosto muito do meu clube. Tenho esse direito.
2. Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. Saber se existiu proporcionalidade entre o meu lapso e a posterior sentença, isso é outra conversa. Tenho a minha opinião (por mais que isso custe aos que viram nessa minha mania uma coisa qualquer chamada “falta de isenção”) mas, com vossa licença, opto por guardá-la.
3. Desafio um adepto de qualquer clube a manter-se quieto depois fechado num estúdio – já a comentar as incidências de um jogo mas sem poder perder as jogadas-chave de outra partida, que terá que comentar de seguida e que se reveste de muito maior importância – diante de um encontro que decide a continuidade nas corridas ao título, emotivo como aquele foi, decidido no último quarto de hora, e com um golo favorável no tempo de compensação. Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. Por maioria de razão, não foi – insisto – uma provocação a ninguém, muito menos aos adeptos do Sporting de Braga.
4. Quanto à minha “atitude continuada” no programa, digo apenas isto: nunca me limitei nas minhas críticas pelo facto de ser adepto do Benfica. Julgo, inclusivamente, que o condicionamento funcionou ao contrário, obrigando-me a ser mais exigente com o meu clube do que com os outros. Nunca ofendi nenhuma instituição, nunca mencionei sequer a vida privada de dirigentes, técnicos ou jogadores – as críticas foram sempre dirigidas a comportamentos públicos e relacionados com o futebol.
5. Apesar de poder ter ofendido – involuntariamente – alguns telespectadores com o meu gesto, acabei por ser agradavelmente surpreendido com a quantidade de mensagens de apoio que recebi de sportinguistas e portistas, bem como de alguns adeptos do Braga. Agradeço o gesto, que me deixa mais descansado quanto ao meu desempenho no programa. De caminho, e sem querer entrar em discussões académicas, quero deixar bem claro que não acredito na “isenção” ou na “imparcialidade”. Respeito, evidentemente, todos os meus parceiros de ofício que optam por não revelar as suas preferências clubísticas. Eu escolhi outro camnho mas, dentro daquele estúdio de tantos sábados, a única camisola que vesti foi a da RTP. E, se quiserem, a de um combate por um futebol melhor e mais autêntico.
6. Tenho que agradecer aos benfiquistas o apoio demonstrado. Algumas mensagens foram verdadeiramente comoventes, outras muito estimulantes. E, de alguma forma, acaba por ser significativo o facto de elas não virem de gente com responsabilidades directivas, mas das bases, dos adeptos, dos meus pares. Não esquecerei o aconchego, nesta hora complicada de viver.
7. Agradeço aos meus amigos, a todos os que não conheço, a alguns com quem não falo há mais de vinte anos, à minha família (que se afligiu e a quem recordo que aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes), a camaradas de profissão que julgava perdidos no tempo, a jornalistas que mal conheço, a figuras públicas cuja atitude não precisa de ser aqui publicitada, até velhos companheiros destas e outras lides (pelo incómodo que isso lhes possa ter causado não devo deixar de referir o Pedro Ribeiro, o Paulino Coelho, o José Mariño, o Jorge Alexandre Lopes, o Manuel Queiroz, o João Querido Manha, o Nuno Dias, o Leonardo Ralha, o José Carlos Soares, o João Carlos Silva, o Miguel Carvalho, o Rui Baptista, a Maria João Fialho Gouveia, o Luís Miguel Pereira, o José Zambujal, a Lurdes Feio, o José Paulo Fafe, a Raquel Morão Lopes, o Paulo Marcelino – obrigado a todos e mais aqueles de que possa estar a esquecer-me.
8. Ironizando, quase apetece dizer que valeu a pena tudo isto só para ser nomeado numa coluna do José Ferreira Fernandes, a quem fico devedor de mais esta atenção. Como de costume, ele viu o pormenor que escapa aos outros. Como é seu hábito, partiu do ponto para chegar ao todo. Soube-me especialmente bem o propósito guerreiro da Helena Sacadura Cabral e da Maria João Duarte. O meu parceiro, Pedro Rolo Duarte, esse nunca falha. Permitam-me, ainda assim, que saliente uma mensagem simples, “um abraço” só, de um homem com quem nunca falei pessoalmente mas que, se dúvidas houvesse (e eu já não as tinha), se confirmou como aquilo a que os meus avós chamariam “um cara direita” – Nuno Gomes, o (antigo) capitão do Benfica, hoje profissional de mão cheia do Braga.
9. Nesta espécie de despedida, antes de voltar à “vida real”, faço questão de agradecer a dois homens que, pela entrega, pelo profissionalismo, pela boa disposição e por um quase infinita capacidade de trabalho, caminham para o lugar dos eleitos num mister que não é para todos – o Hugo Gilberto e o Manuel Fernandes Silva. Não há melhor. Quanto ao Bruno Prata, quero afiançar-lhe que, escaramuças à arte, guerrilhas postas de lado, mantenho o que disse na primeira emissão do “Zona Mista”: aprendi com ele. Futebol mas, mais do que isso, lealdade e disponibilidade. Já que não nos deixam ser adversários, lá teremos que ser amigos.
10. Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.
11. Aos que escolheram o insulto, a insinuação, a mentira, a queixinha – já conseguiram o que queriam. Agora, por favor, vão marrar para outro lado, que eu, felizmente, tenho mais que fazer.
12. Gostaria, se me permitem esse desejo, que fossem desactivados os grupos de apoio e as petições em que eu esteja envolvido, mesmo indirectamente. Esta terra tem problemas sérios demais para que se gaste tanta energia, tanta disponibilidade e tanto tempo com questões que são verdadeiramente acessórias.
13. Num país onde os lapsos andam à solta, onde se mente impunemente, onde se rouba sem consequências, onde se abusa dos mais fracos, onde se lançam cortinas de fumo para que as pessoas se esqueçam dos seus problemas, posso dizer que, ao menos no meu caso, a culpa não morre solteira. Azar meu: foi justamente agora que ela, a culpa, decidiu casar-se e ser monogâmica.
14. Obrigado, ainda uma vez. Até um dia destes. Boa Páscoa. Espero as amêndoas só na segunda-feira.
João Gobern, in facebook
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Grande categoria Benfica!
Perdemos de forma ingrata e injusta. Contra todas as adversidades, lesões dos centrais, e contra 2 arbitragens muito mas muito estranhas!
Ainda assim demonstrámos classe! É com esta classe que vamos ganhar a alvalade e ganhar o campeonato.
Alguém consegue dizer hoje mal do Bruno César, Matic, Emerson e Jesus?
Ainda assim demonstrámos classe! É com esta classe que vamos ganhar a alvalade e ganhar o campeonato.
Alguém consegue dizer hoje mal do Bruno César, Matic, Emerson e Jesus?
terça-feira, 3 de abril de 2012
O Benfica e os Benfiquistas
Acompanho o fenóemeno Benfica há muitos anos.
E dentro desse fenóemeno que é o Benfica há outros fenómenos que são interessantes de analisar, vejamos.
Nuno Gomes, jogador do Braga, concorrente directo do Benfica na disputa do título, entra em jogo numa altura em que o Benfica ganha por 1-0 e tenta segurar a vantagem, o Estádio da Luz levanta-se em peso para o aplaudir...
Segundos depois de Nuno Gomes entrar o Braga empata e tira praticamente o Benfica da luta do título...
Os mesmos adeptos que aplaudiram efusivamente um jogador do Braga levantaram-se e foram-se embora...
Eu pergunto, isto é SER BENFICA???
Ou isto é SER PARVO???
Mas esta é a génese da maioria dos Benfiquistas.
Também dessa mesma génese faz parte dizer mal e assobiar o defesa esquerdo do Benfica Emerson para aplaudir o extremo direito do Chelsea Ramires.
Quando é que os Benfiquistas metem na cabeça de uma vez por todas que a História do Benfica se construiu com aqueles que vestem o Manto Sagrado, a cada momento da História do clube.
Esses, os que envergam o Manto de cada vez que o Benfica sobe ao relvado, são aqueles que jogo após jogo transformam a História do Benfica.
Porque aqueles que já O vestiram e que agora vestem uma qualquer camisola de um qualquer clube de um qualquer ponto do Mundo dão ZERO ao Benfica.
Voltando ao Nuno Gomes, um jogador que era suplente dos suplentes do Benfica, decidiu ir ser suplente para Braga.
Tudo bem!
Nunca direi mal de Nuno Gomes, jogador que sempre apreciei, jogador de quem festejei muitos golos, ok, não gostava dos bancos do Estádio da Luz decidiu ir ver como são os bancos do Estádio Axa...
Mas neste momento o Nuno Gomes, num jogo Benfica-Braga, diz-me tanto como me diz o Mossoró, NADA!!!
Simples?!
Não, muito complicado....
segunda-feira, 2 de abril de 2012
A minha táctica para Londres
Ponto prévio, num jogo de Futebol, por norma uma das equipas assume o jogo. Normalmente a teoricamente mais forte.
Nas competições europeias, em jogos com equipas equilibradas, por norma a equipa que joga em casa ou a que está em desvantagem na eiliminatória.
Dito isto, é de esperar que o Benfica entre em Stamford Bridge a mandar no jogo, à procura do golo que pelo menos empate a eliminatória.
Pois bem, pensemos no que estará a pensar o Chelsea.
O Benfica tem de atacar, o Benfica tem de marcar, e nós em contra-ataque matamos a eliminatória.
O Chelsea não vai estar preparado para assumir o jogo, sabendo que tem de ter muitas cautelas defensivas.
Penso que a chave da eliminatória estará em o Benfica começar por NÃO ASSUMIR O JOGO.
Se o Benfica chegar aos últimos 25 minutos com 0-0, e aí jogar com toda a intraquilidade que o Chelsea terá, pois sabe que apenas 1 golo do Benfica lhes tirará toda a vantagem, o Benfica terá todas as hipóteses de passar a eliminatória.
Lembrem-se de como o Porto jogou a 2a mão da meia-final da Taça de Portugal da época passada, que perdendo 2 -0 em casa com o Benfica, veio à Luz e durante toda a 1a parte QUEIMOU tempo.
O Porto quis claramente ir com 0-0 para o intervalo, na 2a parte na altura decisiva do jogo atacou com tudo e o Benfica não mais conseguiu responder.
Era assim que eu gostava que o Benfica jogasse 4a Feira em Londres.
Tranquilos durante toda a 1a Parte, procurando durante a 2a Parte o momento certo para "os matar".
"O Capdevila tá bué magro"
Sábado, 20h45m, Estádio da Luz.
"Afinal o Capdevila até tá bué magro ...... ah fdxxxx, tá ao lado do Bruno César"
Carrega Capdevila!!!!
"Afinal o Capdevila até tá bué magro ...... ah fdxxxx, tá ao lado do Bruno César"
Carrega Capdevila!!!!
domingo, 1 de abril de 2012
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