Um Porto-Benfica é sempre um jogo muito complicado para o Glorioso. Há imensas dificuldades tradicionais de lá jogar e vencer.
A meu ver com o estádio do dragão isto melhorou um pouco, e se formos a ver desde que jogamos no dragão os resultados têm de certa forma mudado. Já ganhámos 1 vez empatámos 2, perdemos uma vez no último segundo e temos outra derrota.
O estádio das antas é que tinha um estigma muito grande, eu olhava para aquele estádio como um autentico inferno para o Benfica.
Indo atrás no tempo e em termos de arbitragens nem se fala, é um roubo autêntico. Recorri de algumas memórias e muitos factos e dos últimos 15anos de estádio das antas o que temos é isto:
1987/1988 (Taça-MF) - Expulsão de Veloso aos 85min e... golo do Porto aos 86
1989/1990 (Liga) - Golo do Porto marcado através de... exacto, é isso mesmo que estão a pensar, grande penalidade. Perdemos 1-0
1990/1991 (Liga) - O famoso jogo do César Brito mas que como se sabe muita polémica houve, os jogadores do Benfica equiparam-se nos corredores e muito mais histórias
1990/1991 (ST) - Benfica a ganhar e o Porto empata a 4min do fim. Tentem adivinhar como foi?? Óbvio, de Penalty. Perdemos nas grandes penalidades 4-3. Árbitro: José Pratas
1991/1992 (Liga) - Empate a 0 mas claro... expulsão de Isaías. Árbitro: Fortunato Azevedo
1992/1993 (Taça-1/8) - Para não variar, expulsão de Mozer aos 70min com golo deles no minuto seguinte. Ainda conseguimos empatar por Mostovoi e no desempate na Luz ganhámos 2-0. Árbitro: José Pratas.
1992/1993 (Liga) - O Porto beneficia de 2 Penaltys(!!). Falha o primeiro mas marca o 2º... a 5min do fim
1992/1993 (ST) - O famoso jogo dos 100m costas do árbitro José Pratas, salvo erro. Está tudo dito!! Empate a 2 e perdemos em penaltys 4-3
1993/1994 (Liga) - Estamos a ganhar 3-2 e dar banho de bola até que, tentem adivinhar... claro está, Penalty para o Porto que dá o empate. Árbitro: Carlos Calheiros
1993/1994 (ST) - O roubo do Século. A cerca de 2/3 minutos do fim Baía joga a bola com as mãos fora da área (caso normal) e no seguimento do lance, cruzamento de um jogador do Benfica e auto-golo de um homem do porto. O golo é anulado por... fora de jogo. Sem comentários!! Era o golo da vitória e consequentemente conquista da Supertaça pois era a 2ª mão.
1994/1995 (Liga) - Perdemos 2-1 mas quando estava 1-1 Penalty clarissimo não assinalado para o Benfica. Árbitro: José Pratas
1995/1996 (Liga) - Perdemos 3-0 mas calma... quando havia 1-0 a expulsão da ordem, desta vez o Ricardo Gomes e a 5min do fim o Porto marca o 2-0 de que maneira? Não pensem muito, Penalty claro está. Árbitro: Bento Marques
1996/1997 (Liga) - Porto a ganhar 2-0 e o Benfica reduz e pois está claro, 4min depois vem a expulsão do costume. Árbitro: António Costa
1997/1998 (Liga) - O jogo que ficou famoso pelas picardias iniciadas por Paulinho Santos a João Pinto e o escandaloso golo anulado a Kandaurov que daria o 1-1. Perdemos 2-0. Árbitro: António Costa.
1998/1999 (Liga) - Terminámos com 10 para não variar. Perdemos 3-1. Árbitro: José Pratas.
2000/2001 (Taça-1/8) - Perdemos bem mas, para não fugir à regra, uma expulsão de Diogo Luís aos 40min. Árbitro: Lucílio Baptista
2000/2001 (Liga) - Mais uma expulsão aos 44minutos. Árbitro: António Costa
2001/2002 (Liga) - Dos poucos jogos que acabámos com 11 mas claro, já quando estava 3-2 um Penalty incrível não assinalado a nosso favor. Perdemos 3-2. Árbitro: Paulo Costa
2002/2003 (Liga) - Perdemos 2-1 após termos estado a ganhar com golo do Tiago. Mais uma vez uma vergonha com o 2-1 para o porto a ser marcado por uma falta inexistente e consequente expulsão de Éder. O Benfica acaba com 9 com Miguel a ser também expulso. Foi o jogo das 70 faltas em que 50 delas foram contra o Benfica. Árbitro: Paulo Costa
2003/2004 (Liga) - Mais uma simulação do Deco que dá mais uma expulsão, desta vez a Ricardo Rocha. Não me esqueço deste lance, Deco pela esquerda junto à linha lateral num lance com Ricardo Rocha e atira-se para o chão. O fiscal de linha a 2m marca falta. Este foi o jogo em que Costinha já com amarelo varre autenticamente Simão por trás. Zahovic até coloca as mãos à cabeça e o que faz o Lucílio?? Chega lá e faz aquele famoso gesto, é a última!!! Outro pormenor neste jogo, após umas 10 repetições do lance da expulsão o comentador Manuel Cajuda continuava a dizer que era falta!!!
Penso que assim era complicado senão quase impossível ganhar lá. Mas, referindo palavras do Eusébio, já no tempo dele também era complicado jogar lá, ou seja sempre foi. Eu comparo um pouco este jogo, em termos de pressão apenas, como um Barcelona-Real Madrid em que o Madrid também tem sempre muitas e muitas dificuldades a jogar no Camp Nou.
Este ano acredito que seja diferente e que iremos lá festejar o nosso 32º Título de Campeão Nacional!!!
Carrega BENFICA!!!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
RAP - Eis o flagelo do Eyjafjalla
Que reflexão merece a erupção do vulcão Eyjafjalla, situado em Eyjafjallajokull? Primeiro, uma constatação linguística: aquilo que, para nós, é escrever letras à balda no teclado, para os islandeses é toponímia. Eyjafjallajokull é o tipo de palavra que aparece se eu fechar os olhos e carregar aleatoriamente em teclas. Na Islândia, é um sítio. Será que um islandês vendado escreve correctamente "Carrazeda de Ansiães" no seu computador? Não sei, e a comunicação social parece mais interessada em seguir o rasto às nuvens de cinza do que em falar das questões que verdadeiramente interessam, como esta.
Outro problema importante é o de investigar o modo como um amante da natureza deve olhar para o vulcão. Não faz especial sentido que uma pessoa que sofre pela extinção do lince da Malcata se alegre com a extinção do Eyjafjalla. Não é verdade que o Eyjafjalla é tão natural como o lince? Um vulcão é uma espécie de borbulha do planeta. Desenvolve-se e fermenta silenciosamente até esguichar um doloroso pus (espero não estar a ser demasiado técnico). Mas faz parte da natureza como um carvalho ou um golfinho. A única diferença é que os vulcões estão para a natureza como os convidados bêbados estão para uma festa. O anfitrião, como o amante da natureza, quer ter a mesma gentileza para com todos os convidados, mas há um que entorna coisas e apalpa senhoras. É o vulcão. Por isso, querendo ou não, todos nós sabemos, no íntimo, que há natureza de primeira e natureza de segunda: uma que deve ser protegida e apreciada e outra que é simplesmente desagradável. No entanto, por vezes cometem-se injustiças - e eu estou particularmente atento ao facto de, na natureza, haver filhos e enteados. É uma observação que faço amiúde na qualidade de amante da natureza mas, principalmente, na de apreciador de caracóis. Muitas vezes estou a desfrutar de um pires de caracóis e percebo o olhar de repugnância que alguém me dirige. E, quase sempre, não tem a ver com o barulho repenicado que faço a tirar o bicho da casca, mas simplesmente com o facto de eu estar a comer caracóis. O mais interessante é que, na esmagadora maioria dos casos, quem me censura por comer caracóis bebe leite e come ovos. O leite, recordo, é uma gosma produzida no interior de uma vaca, e os ovos são - não há como negá-lo - a menstruação da galinha. É impressionante a hipocrisia destes moralistas da nutrição. Mas, ultrapassada esta lógica e inevitável digressão pelo tema dos caracóis, voltemos à questão do vulcão.
Se há pensamento que deve alegrar-nos, nesta altura, é este: Portugal foi poupado aos mais violentos fenómenos naturais. Não somos arrasados por tornados, nem devastados por tsunamis. Não temos vulcões que nos aflijam nem avalanchas que nos soterrem. A natureza não tem culpa nenhuma de que Portugal esteja como está. É certo que, volta e meia, aparecem umas chuvas mais abundantes e, lá de longe em longe, um terramoto. Mas em geral o nosso clima é ameno e simpático, por muito que a comunicação social se esforce para descobrir desastres naturais em qualquer rabanada de vento. Ainda na semana passada, a fazer fé nos jornais, houve um minitufão no Algarve e outro em Lisboa. Na impossibilidade de sermos visitados por tufões, temos minitufões. Note-se que a expressão "minitufão" nem sequer faz sentido. Não há, por exemplo, microgigantes. Um minitufão é, na verdade, um tufinho. Na semana passada Portugal foi, portanto, assolado por dois tufinhos. Não é especialmente assustador.
IN http://clix.visao.pt//eis-o-flagelo-do-eyjafjalla=f556142
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Pensava que já tinha visto tudo...
... mas não.
Agora é Bruno Ribeiro do Setubal vir dizer que o Falcao, aquele que lhe deu uma chapada, deveria jogar o CRAC - Benfica. Que lhe haviam de retirar o amarelo.
É bastante conhecida a ligação entre Setubal e o CRAC. Aliás, essa ligação já livrou em algumas épocas a descida do Setubal.
Lembro-me também da transfarência do Paulo Ferreira para o CRAC. Na altura o Sporting estava interessado no jogador, mas o Setubal pedia muito dinheiro. Foi quase por metade para o CRAC.
Também me lembro de uma ano o Setubal ir jogar com a 2a equipa às Antas porque que meio da semana seguinte tinha jogo para a taça.
Já não há vergonha nenhuma, já sei que o Setubal não cairá na 2a divisão. Basta ler estas declarações do jogador Bruno Ribeiro e as do treinador lagarto Manuel Fernandes após o jogo para o perceber.
Campeões Europeus de Futsal


Caros amigos Benfiquistas, é com muito prazer que escrevo neste blog pela primeira vez.
Ontem domingo, num dia ensolarado desloquei-me com amigos e adeptos fervorosos do Benfica ao pavilhão Atlântico para a final da UEFA Fusal Cup. Era um grande dia para a modalidade já que era a 1ª vez que a taça poderia ser ganha por uma equipa portuguesa (o Benfica já participou numa final mas perdeu-a). Não estava muito convicto de que a vitória nos iria sorrir pois do outro lado os espanhóis do Boomerang Intervíu tinham os melhores jogadores do mundo.
Com o aproximar da hora do jogo e o pavilhão a começar a ficar composto pensei: "Com este apoio e com muito coração vamos conseguir superar este difícil adversário". Apito inicial do jogo e cerca de 9400 pessoas a puxarem pelo Benfica. Olho para a tribuna e vislumbro Luís Filipe Vieira, Jorge Jesus e Rui Costa num apoio aos jogadores numa das etapas mais difíceis que tiveram que enfrentar.
O jogo até estava de feição para nós quiçá empurrados pelas vozes a acoarem no pavilhão, mas o Boomerang adianta-se no marcador. "Um balde de água fria mas de certeza que vamos dar a volta por cima" pensei eu por estarmos a dominar o jogo.
Volvidos vários minutos estava consumada a reviravolta. 2-1 após várias oportunidades desperdiçadas. Todo o pavilhão vibrava com emoção. "É nossa" gritava eu devido à qualidade de jogo apresentado contra a tri-campeã europeia e, para mim, a melhor equipa do mundo. Mas no futsal as vantagens podem ser anuladas de um momento para o outro e contra a corrente do jogo o Interviu faz o 2-2. Fomos a prolongamento mas fez-se justiça. Davi numa arrancada característica remata de pé esquerdo para o fundo da baliza de Luis Amado que bem se esticou. Era impressionante o apoio do público. Os jogadores sentiam isso e acreditavam. Bébé faz defesas fabulosas enquanto defendíamos com unhas e dentes a vantagem alcançada.
No ultimo segundo o Boomerang ainda tenta chegar ao empate. A bola entra na baliza mas o jogo já tinha acabado. Éramos campeões da Europa. O primeiro título para Portugal e para uma equipa portuguesa e claro que deu um sabor especial ser contra o adversário que foi. Um jogo dominado em que nem deveria ter existido prolongamento para não deixar o meu coração sofrer mais. O pavilhão ao rubro. 9400 vozes a festejar. Jogadores e equipa técnica emocionados e algumas figuras a sobressairem no final: Pedro Costa (Costinha) um capitão que aprendeu a ser do Benfica e a viver cada jogo como se fosse o último, Ricardinho que seria a ultima oportunidade de ganhar este titulo pelo Benfica antes de partir para o Japão, André Lima um jovem treinador que contra todas as probabilidades se sagrou campeão.
Foi um domingo de emoções fortes e que acabou em grande :)
Saudações Benfiquistas
domingo, 25 de abril de 2010
Benfica 5 - 0 Olhanense (Com relato Antena 1)
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