domingo, 25 de outubro de 2009

Ó Lucílio, se aquilo não é falta....(Por Rogério Azavedo)

Há quem não goste(eu!) do futebol do Inter, há quem prefira o futebol inglês(eu!), há quem aprecie muito mais o futebol espanhol(eu!) , mas há quem ache(eu!) que José Mourinho continua a ser um dos melhores treinadores do Mundo. Tem dois pontos de avanço sobre o 2º classificado(Sampdoria), melhor ataque da liga italiana(21 golos em 9 jogos) e melhor defesa da prova(5 golos sofridos). Anteontem, na véspera do jogo com o Catania, disse qualquer coisa como isto: "Não me interessa a opinião dos outros." Bom, aí estou ao nível do homem de Setúbal...

Há quem não goste(eu!) de ler tanta crítica sobre arbitragens, há quem não suporte(eu!) ver árbitros transformados em bodes expiatórios de tantas derrotas, há quem ache(eu!) que eles têm tanto direito ao erro como um guarda-redes frangueiro ou um avançado perdulário, mas deve haver quem sinta(eu!) que o 1-0 de João Tomás ontem, frente ao Sp. Braga é de arrepiar. E como também "não me interessa a opinião dos outros", como a do meu camarada Vitor Queirós, cronista do Rio Ave-Sp. Braga, aqui fica o meu comentário ao golo de João Tomás: "Ó Lucílio, francamente, se aquilo não é falta, será falta o quê?"

Há quem não goste(eu!) do estilo extrafutebol de Cristiano Ronaldo, há quem ache(eu!) que ele deveria aligeirar a arrogância que, por vezes, se nota em algumas declarações, mas quem considere(eu!) que há um Real Madrid com ele e outro sem ele. Ontem mesmo com Kaká, Raul,Xabi Alonso, Drenthe e Diarra em campo, empate a zero em Gijon. "Ó Pellegrini, francamente, aquilo é muito pobrezinho sem o CR9, não é?"

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Amo-te Benfica...

Depois de ouvir o último som, e porque estou sem nada de importante para fazer, apeteceu-me ver mais qualquer coisa...

Desafio a que um benfiquista me diga que fica indiferente ao video...




abraço,
Gonçalo Cabecinha

Para quem quiser ouvir um bom som...

Depois da bonita vitoria de ontem.. Acordei com vontade de ouvir uma música.

E a minha escolha foi esta:



Abraço,
Gonçalo Cabecinha

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Tem o Benfica uma boa equipa?

O que diferencia uma "boa equipa" de uma equipa que "joga bem" é a capacidade dos jogadores e fundamentalmente do treinador em perceber os diversos momentos do jogo.
Durante 90 minutos é normal que o adversário possa ter o domínio de jogo. Perceber esse domínio e "não abanar" é fundamental para se ser uma boa equipa.
Vem isto no seguimento do jogo Benfica-Everton. Durante a primeira parte o Benfica jogou mais atrás do que certamente os adeptos desejariam. Mas a capacidade dos jogadores perceberem que isso era "apenas" um momento do jogo, e que mais tarde ou mais cedo o Benfica iria ter o "seu momento", fez com que o Benfica partisse para mais uma goleada.
Não fosse o Benfica consistente, e certamente hoje com aquela primeira parte o Benfica iria ter muita dificuldade em ganhar o jogo.
Mais do que os jogos em que corre tudo bem e que o Benfica não passa por dificuldade alguma, são estes jogos que me deixam tranquilo. São os jogos em que o Benfica passa por momentos menos bons, e que mesmo assim acaba por ganhar, que me deixam convencido que mais que uma equipa que joga bem, esta época temos uma boa equipa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A caminho de mais uma vitória

Tenho andado afastado aqui do blog por motivos profissionais pois ando com um novo projecto lá no trabalho.
Curiosamente coincidiu com a paragem do campeonato e dos jogos do Glorioso.
Para mim e para milhões de pessoas estar tanto tempo sem ver o Benfica (sim, porque o jogo do passado sábado não deu para aquecer) é algo que não pode acontecer e parece que nem nos sentimos tão bem, ficamos mais deprimidos lol
Bem, mas agora com o regresso ao futebol a sério para amanhã prevejo um jogo complicado.
Cada vez que me lembram equipas inglesas o que me vem logo à memória são as vitórias em Anfield Road (2-0 ao Liverpool) e em Highbury Park (3-1 ao Arsenal). 2 jogos em que foi demonstrado o que é o Benfica e que grandes alegrias nos deu!!
Em termos estatísticos os jogos com equipas inglesas nunca são fáceis para nós mas o que interessa é o momento em que estamos, a forma como jogamos, como marcamos, como dominamos os adversários!! Algo que não acontecia à muito tempo e vamos desfrutar destes tempos.

Força Benfica a caminho de mais uma vitória!!

domingo, 18 de outubro de 2009

Rogério Azevedo

Leio a "A Bola" há muitos anos, talvez por influência do meu pai, não sei, sei é que se não a comprar parece que me falta algo. Parece que há qualquer coisa de importante que se passou e que não tomei conhecimento.
Confesso, no entanto, que cada vez há menos colunas que me interessam. Esta moda de pôr a escrever Eduardos Barrosos e Ruis Moreiras chateia-me. Não gosto de opiniões tendenciosas. Não gosto de ler opiniões sobre futebol de alguém que apenas escreve porque é conhecido, ou porque aparece em programas de paineleiros.
Gosto de ler colunas e opiniões de verdadeiros jornalistas, de gente que acrescenta algo.
Isto tudo para chegar a Rogério Azevedo.
Há muito tempo que descobri a coluna Meio anjo, meio diabo. Ao tê-lo feito, descobri também Rogério Azevedo. E são estes e não os outros que mandam umas "larachas" em tons de verde, de azul ou de vermelho que me fazem comprar o jornal.
A coluna, normalmente refere-se a situações que todos viram mas que poucos se lembraríam que tinham algo em comum. A forma simples e o ritmo com que Rogério as descreve e relaciona são, para mim, uma das razões de comprar a "A Bola" ao Domingo.
Por este motivo passamos a transcrever a coluna todos os domingos.
Espero que gostem tanto como eu...

Meio Anjo, meio diabo por Rogério Azevedo (in "A Bola", 18 de Outubro de 2009)

Carlos Queiroz faz-me lembrar Dave Wottle. Sim, bem sei que apenas 0,0000001 da população portuguesa saberá quem é Dave Wottle. Por isso, aqui fica uma dica: vão ao youtube e coloquem <<1972 Olympic 800m Final>>. Cliquem e observem. Aos 14 segundos do filme verão um rapazola magríssimo, branquíssimo, com os calções a baloiçarem-lhe na cintura e um chapéu ridículo por cima dos cabelos louros. Agora, vejam o vídeo até ao fim: é (como já perceberam) a final dos 800 metros dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Vejam lá se o bom do Wottle não parece o Carlos Queiroz. Parte bem, mas depressa fica sem esperança, sempre a correr atrás de todos e, de repente, pertinho do fim da prova, talvez pelos 550 metros, começa a passar adversários atrás de adversários e, pimba, em cima da linha de meta, sagra-se campeão olímpico. É assim que vejo a qualificação portuguesa para o 'play-off', aqui personificada em Carlos Queiroz. Agora, o seleccionador nacional está como Wottle estava ao minuto 2,15 do vídeo do youtube: pertinho de ganhar a qualificação para a África do Sul, mas sem aínda a ter ganho. Falta o 'play-off'.

Carlos Queiroz faz-me lembrar, por outro lado, os Monthy Pyton. Corrijo: quem me faz lembrar os Monthy Pyton são os 'adoradores' e os 'detractores' do actual seleccionador nacional: alegram-me a vida. Tão obcecados andam com a figura de Queiroz que quase parecem Maradona, que não quer ser cinzento, apenas branco ou preto. Alguns são acrobatas tão talentosos que, como Pessoa, chegam a fingir que é dor a dor que deveras sentem. Queiroz é bom? Sim, é. Mas não é Deus. Erra? Sim, erra. Mas não é Diabo. É, apenas, um treinador.

Link do vídeo da final dos 800 metros da final dos Jogos Olímpicos de Munique:
http://www.youtube.com/watch?v=5LHid-nC45k&NR=14