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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Privilégio


El Mago. O único jogador que Diego 'El Pibe' Maradona disse que pagaria para ver jogar.
É por meninos como ele que vamos à Luz. Para assistir aos encantamentos com que trata a bola feitos de pezinhos que não pisam a relva. Para não estragar. Deslizam como se o chão fosse de gelo e o jogo fosse outro.
E o Estádio é rubro. Está cheio e a ilusão faz-nos brilhar os olhos. Vemos entrar a equipa, a única no mundo que nos faz uma vénia. Ouvimos o Luis Piçarra e batem-se palmas.
Aimar povoa a "cancha", como as lendas de Antonio Ordoñez ou Luis Miguel Domínguin numa arena, quando se enfrentavam num mano-a-mano, em Madrid, Sevilha ou Córdoba. O jogo parece realmente outro.
Pablito Aimar trata a bola com o carinho com que se fala à Mãe. Porque se lembra de El Pibe, de quando lhe dizia que "la pelota no se mancha".
Pega no capote, na muleta, e então começa a faena.
Pablo Aimar procura o touro. Cita o bicho. Fá-lo correr. Primeiro uma chicuelina. Cansa-o um bocado. Depois umas veronicas. O bicho não compreende. Pase de pecho e, para terminar, um passe de letra. O touro de língua de fora.

Dois amigos vindos da Argentina, de cachecol vermelho ao pescoço vieram ver o jogo. Estão à minha frente, na fila a seguir. Têm talvez 50 anos. Não me intrometo na conversa. Quero só ouvi-los. Ver o que dizem. Reconheço imediatamente aquele sotaque do espanhol açucarado. Italianado, abrasileirado, até. Que adoro.
Pablo Aimar vai marcar um canto. A bola debaixo do braço. É dele. Todo o Estádio se levanta. Gratidão como esta.
À minha frente, os dois amigos comentam: "Mira, la alegria del pueblo !"
Pablito chuta de canto, Luisão entra ao primeiro poste e... Golo !
Tudo rebenta. Os dois amigos também se abraçam. Um diz para o outro: "Assí, si."

La alegria del pueblo. Que vem dos campinhos de Buenos Aires.
Aimar sabe fazer sonhar, que foi esquecer o drama dos dias tristes, sombrios e sem dinheiro. E o povo sonha e agradece o milagre daquelas horinhas em que este menino pega na bola com pezinhos que são colheres e diz "Deixem a crise", e se entretém a regalar-nos magia. E a gente canta ao nosso 10 ...
Aimar (ontem) não marcou. Podia. Duas ou três vezes. Mas quis sempre tratar a bola com um bocadinho mais de amor. Ninguém empacienta. El Mago pode sempre fazer-lhe o que quiser. É o lado belo. Poético. Romântico do futebol. Em Portugal só aqui se joga assim.

E é sempre por isto que, depois, há uma menina de 4 aninhos, às cavalitas do seu pai que responde "É o Pablito !", quando queriam saber-lhe o jogador preferido. E quase fez três homens chorar, que um homem não é de ferro. Linda. E o Benfica enche Lisboa e tudo avermelha.

Recebido por e-mail

domingo, 7 de agosto de 2011

Agradecido!

Por poder ver ao vivo e a cores um dos melhores jogadores de sempre!!

Aimar respira classe por todos os poros!!

Que classe com a bola nos pés! O pensar da dinâmica da equipa passa tudo por ele!

Se eu conseguisse ter um penteado como o dele....

terça-feira, 28 de junho de 2011

Se eu mandasse...


... Pablo Aimar era o capitão do Benfica!!!!

... fechava todos os jogadores do Benfica numa sala a ver os vídeos de cada vez que o Pablo fala.

É um orgulho não só para o Benfica mas também para o futebol português, ter um jogador com a qualidade humana do Pablo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

«Não houve qualquer agressão, é tudo mentira» - Aimar


Incrédulo e desiludido. Pablo Aimar tem dificuldade em compreender a notícia hoje veiculada, segundo a qual teria sido agredido por adeptos do Benfica após o jogo com o UD Leiria. «É tudo mentira!», esclarece o argentino.

«Vi no balneário a capa de um jornal com uma fotografia minha, a dizer que tinha sido agredido fora do Estádio da Luz», começou por explicar Aimar à Benfica TV, antes de avançar com a sua versão do sucedido.

«Fui confrontado por um adepto, que me acusou de apenas passar a bola ao Saviola. Disse-me também que tinha bilhete para Dublin e eu respondi-lhe que não podia ser responsabilizado por ter comprado um bilhete para uma final para a qual ainda não estávamos qualificados», contou o argentino, esclarecendo que a troca de palavras aconteceu dentro do Estádio da Luz e não fora, conforme foi noticiado.

«É vergonhoso que o meu pai seja confrontado com notícias deste tipo na Argentina. É natural que a minha família tenha ficado preocupada», referiu, reiterando que «não houve agressão de nenhum tipo».

«Nem minha nem do adepto. Está tudo louco?! É com muita desilusão que falo sobre isto. É uma mentira. É tudo muito triste», desabafou.

Pablo Aimar estranhou ainda a confirmação das agressões feita pela companheira de Salvio através do “twitter”.
In "A Bola"